O Jogo do Assassino, da autora neozelandesa Ngaio Marsh, foi o 57º livro debatido aqui no Clube Espaço Literário. Foi escolhido a partir do tema bimestral livro de um país pouco lido.
O livro possui, de fato, uma sinopse instigante. Confiram abaixo:
As festas de sir Hubert Handerslay em sua casa de campo em Framptom já se tornaram famosas entre a alta sociedade britânica. E, para essa reunião, ele tem algo diferente planejado para entreter as visitas: o Jogo do Assassino. Mas, quando as luzes se acendem, a brincadeira se transforma em um pesadelo: o corpo de um dos convidados é encontrado morto.
Agora, caberá a Roderick Alleyn, inspetor-chefe da Scotland Yard, desvendar o crime. E, no processo, ele precisará encarar uma coleção de álibis, um mordomo desaparecido e um quebra-cabeça de conspirações na busca pelo jogador mais importante: o responsável pelo golpe fatal.
A entrega, no entanto, é muito abaixo do esperado. A trama policial de Marsh entrega muito do que se espera de livros crime cozy: vários suspeitos, cena do crime em aberto, indícios que incriminam diversos personagens. Apesar disso, a execução deixa muito a desejar.
No debate do clube, o final foi o principal ponto de desagrado. A execução do crime, também, foi um tópico de crítica notável.
Outro aspecto que notamos foi a comparação de Ngaio com Agatha Christie (que também já lemos no clube!), e a esse respeito a opinião foi unânime: não há comparação entre as autoras. Ainda que se trate do mesmo gênero, há uma diferença evidente entre a qualidade da construção do enredo de ambas. No entanto, há de se frisar que O Jogo do Assassino foi apenas o primeiro romance escrito por Marsh, o que talvez justifique a evidente imaturidade na escrita.
A média de avaliação final do livro, pelos participantes do clube, foi de 2,87.
Por fim, consideramos que O Jogo do Assassino proporciona uma leitura interessante, daquelas que exigem pouco e nos permitem espairecer. Mas, ainda que se trate de uma leitura de entretenimento, deixa a desejar em diversos aspectos.
